SETEMBRO AMARELO: A FORÇA DA MULHER TAMBÉM ESTÁ EM SABER PARAR
Entre clientes, negócios, filhos, pais, relacionamentos e responsabilidades, mulheres do mercado imobiliário enfrentam uma rotina de múltiplas jornadas. Cuidar da saúde mental deixou de ser uma questão de bem-estar para se tornar parte essencial de uma vida profissional e pessoal sustentável.
Existe uma imagem muito valorizada no mundo profissional: a mulher que dá conta.
Ela responde mensagens enquanto prepara o café da manhã. Participa de uma reunião pensando na agenda dos filhos. Visita um imóvel entre uma responsabilidade familiar e outra. Negocia uma venda, resolve um problema dos pais, administra a casa e, no fim do dia, ainda se pergunta se conseguiu fazer o suficiente.
No mercado imobiliário, essa realidade pode ganhar contornos ainda mais intensos. A profissão exige disponibilidade, relacionamento, resiliência, negociação e uma enorme capacidade de administrar expectativas. Para muitas corretoras, porém, a jornada profissional é apenas uma das jornadas que precisam caber no mesmo dia.
Existe a corretora. A mãe. A filha. A esposa. A companheira. A empreendedora. A amiga. A mulher que cuida de todos.
E, muitas vezes, a última pessoa da lista somos nós.
É nesse ponto que o Setembro Amarelo ganha uma dimensão que ultrapassa a campanha de conscientização. Falar sobre saúde mental é falar sobre qualidade de vida, relações, trabalho, escolhas e, principalmente, sobre a importância de reconhecer quando algo não está bem.
Durante muito tempo, resistência foi confundida com silêncio. A mulher forte seria aquela que não reclama, não demonstra cansaço e encontra uma solução para qualquer problema.
Mas existe uma diferença fundamental entre ser forte e viver permanentemente no limite.
A sobrecarga emocional pode se manifestar de diferentes maneiras: dificuldade para dormir, irritabilidade, ansiedade, perda de interesse por atividades que antes traziam prazer, sensação constante de exaustão ou a impressão de que nunca é possível desligar.
Nem sempre esses sinais aparecem de forma evidente. E justamente por isso, aprender a observar a própria saúde emocional é uma forma de inteligência.
No ambiente profissional, saúde mental também é estratégia de sustentabilidade. Uma carreira construída sobre exaustão permanente pode até produzir resultados por algum tempo, mas dificilmente oferece equilíbrio no longo prazo.
Para uma corretora de imóveis, presença é uma ferramenta de trabalho.Muitas vezes até exercemos a psicologia de maneira acolhedora. Escutar o cliente, compreender necessidades, negociar, construir confiança e tomar decisões exigem atenção e disponibilidade emocional. Cuidar da mente, portanto, não significa afastar-se da carreira. Significa criar condições para continuar exercendo a profissão com qualidade.
Mas talvez exista uma mudança ainda mais importante: parar de considerar o autocuidado como algo que só pode acontecer quando todas as outras responsabilidades estiverem resolvidas.Porque elas nunca estarão.
Sempre haverá uma mensagem para responder. Uma visita para agendar. Um cliente esperando retorno. Um filho precisando de atenção. Um familiar precisando de ajuda. Uma casa para organizar. Uma decisão para tomar.
O cuidado consigo mesma precisa entrar na agenda antes que o corpo seja obrigado a colocá-lo nela.
Pode ser uma pausa. Uma conversa. Uma atividade física. Um momento sem celular. Um limite estabelecido. Uma noite de sono respeitada. O apoio de pessoas próximas. Ou, quando necessário, acompanhamento profissional.
Pedir ajuda não reduz a força de uma mulher. Reconhecer que precisa de ajuda pode ser justamente uma das formas mais maduras de exercê-la.
E existe uma responsabilidade coletiva nessa conversa.
Uma rede feminina verdadeiramente forte não é aquela em que todas parecem inabaláveis. É aquela em que existe espaço para falar, ouvir, acolher e reconhecer que ninguém precisa atravessar períodos difíceis sozinha.
No mercado imobiliário, onde tantas mulheres constroem diariamente suas próprias histórias de independência, liderança e empreendedorismo, essa rede pode ser ainda mais importante.
O Setembro Amarelo nos lembra que cuidar da vida também significa cuidar das condições que tornam essa vida possível.
Talvez seja hora de substituir uma antiga pergunta — “como você consegue dar conta de tudo?” — por uma pergunta muito mais humana:
“Como você está, de verdade?”
E, principalmente, estar disposta a ouvir a resposta.
Porque sucesso não deveria ser medido apenas pelo número de negócios fechados, metas alcançadas ou patrimônio construído.
Existe também o sucesso de continuar sendo inteira enquanto se constrói uma carreira.
E talvez uma das maiores demonstrações de força seja compreender que não precisamos provar nossa força o tempo todo.
Neste Setembro Amarelo, a Confraria Mulheres Corretoras de SP convida cada mulher a olhar para si com a mesma atenção que dedica aos seus clientes, à sua família e aos seus negócios. Porque juntas somos mais fortes — inclusive para lembrar umas às outras de que pedir ajuda também é um ato de coragem.
Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de sofrimento emocional intenso ou pensamentos relacionados ao suicídio, procure atendimento profissional ou os serviços de saúde disponíveis. O CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Cuidar de si também faz parte da construção de uma carreira.
A Confraria acredita em um mercado imobiliário mais conectado, preparado e humano, onde mulheres possam crescer profissionalmente sem precisar abrir mão de quem são.
Faça parte dessa rede de mulheres que compartilham conhecimento, experiências, oportunidades e apoio.
Tatiane Sakumoto
Diretora de Comunicação e Marketing – Confraria Mulheres Corretoras de São Paulo